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Tema: Rompendo as barreiras da educação em Oncologia

Organizador: Movimento TJCC e Onco Ensino

 

A pandemia da COVID-19 impulsionou o uso do meio digital para a educação permanente e capacitação de profissionais. Mas, quando o assunto é a educação para profissionais da saúde que atuam no SUS esse formato está pouco apoiado pelas políticas públicas. Por esse motivo, iniciativas que visam a promoção de conhecimento, bem como o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), tem se destacado para oferecer uma possibilidade de educação continuada para os profissionais de saúde envolvidos no atendimento de pacientes oncológicos.

“Aprendente é aquele que está em constante aprendizado e isso na área de saúde é fundamental”, declarou Fernanda Prando,  Curadora em Educação Corporativa. Especialista em Design de Aprendizagem e Design Instrucional e moderadora do painel.

Ricardo Burg Ceccim, Sanitarista e Educador, Doutor em Psicologia Clínica e Pós-Doutor em Antropologia Médica, concordou e complementou afirmando que a educação permanente na Saúde e na Oncologia deveria ser uma prioridade.

“Os serviços de saúde são ambientes de ensino e pesquisa. A rede no SUS da atenção oncológica tem que ser uma rede de ensino e pesquisa. Na legislação em comunicação a gente vai encontrar exatamente essa informação: ambiente produtivo com ambiente de ensino. Não faz sentido a gente achar que a formação acontece somente na instituição de ensino, sendo que ela acontece muito na instituição de serviço. Por exemplo, quem estava na linha de frente durante a pandemia, tinha que se atualizar a cada minuto, entre encerrar um atendimento e começar o outro, já poderia haver um novo aprendizado. Até esse aprendizado ir para o ambiente de estudo poderia levar um tempo”, pontuou.

Gabriela Dias Birindelli, Analista de Educação no Projeto Onco Ensino e pós-graduada em Arte de Ensinar Arte, apresentou o Projeto Onco Ensino, que visa oferecer educação continuada para profissionais de centros e unidades que fazem o diagnóstico e tratamento de Câncer em todo o Brasil.

“Educação, para a Abrale, é a chave para a transformação. A gente se compromete a trazer conteúdos de qualidade para os alunos, rompendo com as barreiras de aglomeração de informação nos grandes centros”, esclareceu.

Indo ao encontro da fala do Ricardo Ceccim, Fabiana Damasio, diretora da Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz Brasília e Secretária Executiva do Sistema Universidade Aberta do SUS – UnaSUS, contou que, durante o pico da pandemia da COVID-19, a UnaSUS trabalhou para garantir o compartilhamento em tempo real e garantir que a qualificação chegasse rapidamente para os trabalhadores que estão na linha de frente.

“Foram diversas análises de pesquisas para traduzir informações e construir apoios para a tomada de decisão em diversos contextos, especialmente municípios e estados”, disse.

Catherine Moura, CEO da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, médica sanitarista e mestre em Saúde Pública, inaugurou o projeto Onco TeleInterconsulta.

“Nosso projeto quer ofertar para todo o Brasil a oportunidade do contato entre especialistas com outros médicos especialistas renomados com larga experiência, para discutir casos clínicos complexos, aprimorar o diagnóstico e discutir tratamentos. O objetivo é oferecer a melhor experiência para o paciente”, contou.

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