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Julho Verde – Mês De Prevenção Do Câncer De Cabeça E Pescoço

Julho Verde – mês de prevenção do câncer de Cabeça e Pescoço

A importância da conscientização e informação no combate a este câncer

O Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado no dia 27 de julho.

Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) promove durante todo este mês atividades de conscientização e informação para o combate a esse tipo de câncer. Para abordarmos o tema e tiramos algumas dúvidas, convido o Dr. Gustavo Meyer, cirurgião e presidente da regional MG da SBCCP.

1- Quando usamos o termo câncer de Cabeça e Pescoço, sobre quais tumores estamos nos referindo?

O termo Câncer de Cabeça e Pescoço é usado para designar os tumores malignos que podem aparecer em todas as estruturas localizadas superiormente ao nível das clavículas, mas que estão fora do sistema nervoso central. Isso inclui, portanto, o câncer de vários subsítios anatômicos, a saber: das vias aerodigestivas superiores (boca, fossas nasais, faringe, laringe); dos ossos da face, seios paranasais e órbitas; os tumores de pele da face, do pescoço e do couro cabeludo; as neoplasias malignas das glândulas salivares e também o câncer da glândula tireóide e das paratireóides. A complexidade anatômica nessas regiões é imensa e, por essa razão, optou-se por criar uma especialidade dedicada somente ao tratamento cirúrgico do câncer que aparece nesses locais – a Cirurgia de Cabeça e Pescoço. 

2- Quais são os principais fatores de risco para estes tipos de câncer?

Todos nós queremos evitar o câncer. Alguns tipos de câncer não possuem causa conhecida, ao passo que, em muitos casos, conseguimos prevenir a doença, simplesmente evitando a exposição aos fatores que estão relacionados ao aparecimento do câncer. No caso do câncer de Cabeça e Pescoço, existem fatores de risco conhecidos e devemos aproveitar essa informação para evitarmos a doença. O primeiro fator: o excesso de exposição à luz solar: o câncer de pele ocorre na região da cabeça e pescoço em 60% dos casos,  por ser essa uma área exposta à luz solar. O segundo fator: cigarro e álcool. A situação é ainda pior quando a pessoa tem o hábito de consumir grandes quantidades de álcool e fuma muito, pois o efeito desses dois fatores no aparecimento do câncer é sinérgico, ou seja, o risco se multiplica quando a mesma pessoa associa os dois hábitos. O terceiro fator: Vírus HPV. No caso especificamente do câncer de orofaringe (região popularmente chamada de garganta), há aumento de risco relacionado à exposição ao papilomavírus humano, o HPV. É o mesmo vírus que está relacionado ao aparecimento do câncer de colo de útero, na mulher.

3- Pessoas que nunca fumaram, podem apresentar este tipo de doença?

Infelizmente sim, mas o risco é muito menor. É muito importante lembrar que o tabagismo passivo também é fator de risco para o aparecimento do câncer, principalmente de boca. Os estudos que demonstraram esse aumento no risco para os tabagistas passivos foram parte dos argumentos que inspiraram a criação de leis que proíbem fumar em ambientes fechados. Por isso, se você é fumante, pare de fumar. Mas enquanto não consegue parar, jamais fume perto de outras pessoas. Devemos ressaltar também que o tumor de orofaringe relacionado ao vírus HPV ocorre de modo independente do uso de cigarro e álcool, mas é mais letal entre os pacientes tabagistas. 

4- Quais são as atitudes mais importantes a ser tomadas com o objetivo de prevenção?

1- O uso de chapéu, boné, filtro solar, bem como o hábito de evitar exposição nos horários de maior insolação contribui para reduzir o risco de câncer de pele na região. 2- Evitar o tabagismo: quem fuma deve interromper o hábito, quem não fuma deve evitar ambientes com fumaça de cigarro. 3- Evitar o consumo de álcool: suspender o hábito ou restringir a uma dose durante a principal refeição do dia. 4- Na prevenção do câncer de orofaringe é fundamental a prática do sexo de forma segura e muito importante a vacinação contra o HPV para as crianças de ambos os sexos, antes do início da vida sexualmente ativa.
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Fonte: Uai / Por Carolina Martins Vieira (Oncologista do Hospital das Clínicas da UFMG e do Núcleo de Hematologia e Oncologia)
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