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Represamento Do Diagnóstico E Tratamento Do Câncer é Discutido Pelo Conselho Estratégico Do Movimento TJCC

Represamento do Diagnóstico e Tratamento do Câncer é discutido pelo Conselho Estratégico do Movimento TJCC

Nesta quarta-feira, dia 11/08, os Conselheiros Estratégicos do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (Movimento TJCC) se reuniram virtualmente para discutir o nosso papel frente ao represamento do diagnóstico e tratamento do câncer vivido no Brasil.

Para reforçar este debate, houve a participação especial do Dr. Gonzalo Vecina, fundador e ex-presidente da ANVISA e professor de Saúde Pública da USP; Dra. Eliana Dourado, Assessora Técnica do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), e dos deputados federais Weliton Prado (PROS-MG), presidente da Comissão Especial de Combate ao Câncer no Brasil, e Silvia Cristina (PDT-RO), presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol da Luta Contra o Câncer.

Diagnóstico do Cenário Oncológico

Para o Dr. Gonzalo Vecina, a responsabilidade pelo tratamento do câncer está onde o cidadão se encontra. Há a necessidade de acesso dos médicos da atenção primária a protocolos bem definidos que instruam quanto às patologias mais prevalentes. Assim como o fortalecimento do programa Medicina de Família e Comunidade e a melhor estruturação do sistema de saúde pelo Ministério da Saúde, CONASS e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS) para aumentar a eficiência no atendimento ao câncer.

Quando pensamos nisso, queremos tudo para todos e em todo lugar. Tudo para todos tem que ser um compromisso nosso, mas não tudo em todo lugar. Nós temos que criar inteligências e escalas econômicas para tornar mais eficiente a utilização dos recursos”, ressalta o fundador da Anvisa. 

Dr. Carlos Alberto, representante da Sociedade Brasileira de Mastologia, comentou sobre as desigualdades regionais observadas no país, como exemplo citou a quantidade de mamógrafos que na cidade de São Paulo é superior aos disponíveis na região Norte que possui sete estados. O médico apontou a falta de um planejamento em saúde com base em cenários reais.

A Dra. Eliana Dourado salientou a competitividade das políticas de atenção em relação aos recursos de saúde. Na área oncológica, parte deles concentram-se na oncologia clínica e desconsideram cuidados paliativos e outros procedimentos. “Hoje, temos estados que não dispõe de recursos para atividades de diagnóstico de câncer que passam por procedimentos de baixo custo”. Eliana ressalta ainda a insuficiência no financiamento do SUS e a importância de prover recursos para que todas as necessidades dos pacientes com câncer sejam atendidas.

Melhor Financiamento ao Câncer

Merula Steagall, idealizadora do Movimento TJCC, afirmou que além da busca por mais orçamento é preciso entender onde estão sendo gastos os recursos e garantir a execução do que é disponibilizado.  

O deputado Weliton Prado apontou que, durante a pandemia, a área da oncologia têm sido a mais prejudicada no acesso aos recursos destinados à saúde. Com a aprovação na Lei de Diretrizes Orçamentárias da emenda, há a possibilidade de incluir uma rubrica específica a oncologia para garantir os investimentos em prevenção, diagnóstico precoce e cuidados paliativos.

A deputada Silvia Cristina reforçou a importância do orçamento direcionado à doença, ao relatar a morosidade na distribuição dos recursos. “Até credenciar o hospital no SUS e conveniar com o Estado, nós demoramos cerca de seis meses a um ano. Isso para o paciente com câncer é muito tempo”.

Próximos Passos

O tema possui grande complexidade e requer um aprofundamento dessa discussão, contando com as visões complementares das esferas municipal, estadual e federal. Portanto, será organizado um painel de debate no 8º Congresso Todos Juntos Contra o Câncer, nos dias 20 a 24 de Setembro de 2021, com o intuito de convergir esforços, nos três níveis de atenção, em prol da melhoria da atenção aos pacientes com câncer no Brasil. 

 

 

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