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Pandemia, Ansiedade, Atividade Física E Câncer De Mama: Há Uma Correlação?

Pandemia, ansiedade, atividade física e câncer de mama: há uma correlação?

Uma pesquisa realizada pela Maple Tree Cancer Alliance Brasil verificou se os pacientes oncológicos estão realizando a quantidade semanal de atividade física recomendada pela OMS, durante a pandemia. Com o objetivo de correlacionar a prática física com os níveis de ansiedade desses pacientes, a pesquisa ouviu 57 mulheres diagnosticadas com câncer de mama, entre 20 e 75 anos de idade.

A pandemia de COVID-19 tem assolado o mundo. O distanciamento social e as incertezas sobre o futuro trouxeram mudanças em nossos hábitos de vida. Como consequência, o nível de ansiedade parece ter aumentado durante esse período. O nível de ansiedade experimentado pelo paciente com câncer pode ser diferente de um indivíduo saudável. 

Portanto, o objetivo principal desta pesquisa foi verificar se os pacientes com câncer estão gastando os minutos por semana de atividade física (AF) recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e correlacioná-lo com o nível de ansiedade deles. 

Um questionário online foi aplicado entre pacientes com câncer, sendo avaliadas 57 mulheres com diagnóstico de câncer de mama, com idade entre 20 e 75 anos. O questionário foi enviado por mensagem de texto e em demanda espontânea nas redes sociais. 

Como principais resultados, observamos que antes da pandemia 87,7% praticavam exercícios físicos regularmente, enquanto apenas 70,2% deles conseguiam manter esse hábito.

Sobre a quantidade de minutos gastos por semana com atividade física, encontramos uma média de 90,5 versus 69,4 minutos, antes e durante a pandemia, respectivamente. Considerando o mínimo recomendado  pela OMS para AF (150-300 de AF moderada ou 75-150 de AF vigorosa) descobrimos que o tempo dedicado à AF diminuiu durante a pandemia, porém, mesmo antes da pandemia a recomendação não era atingida. Considerando a amostra, os pacientes com câncer de mama atingiram a quantidade necessária de minutos recomendados sendo 24.5% antes, e apenas 14%, durante a pandemia.

Sobre a quantidade em minutos gastos por semana com atividade física, encontramos uma média de 90.5 versus 69.4 minutos, antes e durante a pandemia, respectivamente.

Considerando o mínimo recomendado pela OMS para AF (150 – 300 AF moderada ou 75- 150 de AF vigorosa) descobrimos que o tempo dedicado à AF diminuiu durante a pandemia, porém, mesmo antes da pandemia a recomendação ainda não era atingida. Considerando a nossa amostra, verificou-se que 24.5% praticava AF antes e apenas 14% durante.

Por fim, o nível de ansiedade foi negativamente correlacionado com a quantidade de AF. Portanto, em relação aos pacientes com câncer de mama, concluímos que durante a pandemia de COVID-19: 

  1. O envolvimento com AF foi reduzido em 17,5%; 
  2. A quantidade de AF foi reduzida em 23,3%; 
  3. O mínimo de recomendação da OMS para AF não foi alcançado, nem antes, nem durante a pandemia; 
  4. Aumentar o AF parece ser útil, e não medicativa, opção contra a ansiedade.

 

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