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Diagnóstico Do Câncer Pode Ser Difícil Dependendo Do Tamanho Da Mama, Explica Oncologista

Diagnóstico do câncer pode ser difícil dependendo do tamanho da mama, explica oncologista

O tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil e no mundo requer atenção ao próprio corpo para um diagnóstico precoce e, consequentemente, a cura.

O g1 conversou com a médica oncologista clínica, Cristina Guimarães Inocêncio, para saber qual a melhor forma de fazer o diagnóstico do câncer de mama e a possibilidade de confusão de gordura na mama com tumor em desenvolvimento, como em casos de mamas grandes.

Segundo a especialista, o diagnóstico do câncer de mama é um dos gargalos do Sistema Único de Saúde (SUS). Para ela, é preciso celeridade no diagnóstico para gerar qualidade de vida e facilitar o tratamento e cura da doença.

A reportagem do g1 buscou esclarecer as dúvidas sobre o câncer em cinco perguntas feitas à oncologista clínica. Veja:

Qual a melhor forma de diagnóstico da doença?

A médica orienta que a melhor forma de diagnósticar a doença é fazendo o autoexame. “O autoexame é importante, é preciso fazer em todo mês. Com ele, você acaba entendendo como é a sua mama. Depois do período menstrual, é preciso olhar no espelho para ver se tem alguma deformidade, algum abalamento, retração e pele repuxada”, disse.

Segundo a especialista, outro sinal que pode demonstrar que tem algo errado é o mamilo invertido. “O mamilo é para fora, às vezes ele inverte. Isso é um sinal que tem algo de errado. Algumas mulheres ficam com o mamilo invertido depois da amamentação, isso é uma sequela. Mas, a mulher que fica com o mamilo invertido do nada é por tem algo de errado”, comentou.

O que significa diagnóstico precoce?

A especialista afirma que o câncer de mama pode ser invasivo e não invasivo. Afirmou que o diagnóstico precoce ocorre quando o tumor ainda está na fase não invasiva (in situ), ou seja, quando ele ainda não chegou a ir onde ele pode se disseminar.

Quando ocorre de passar membrana basal é possível que o tumor possa cair na circulação sanguínea, criando a chamada micrometástase, ou seja, pode não aparecer nada nos exames. Porém, há potencial de evoluir para metástase.

Mamografia é o exame laboratorial mais como, ele consegue ver tudo?

Segundo a especialista, em alguns casos, o exame de imagem pode não ser tão preciso quando a mama é maior. “Uma mamografia que não deu nada não tem diagnóstico conclusivo. Temos que acrescentar um ultrassom de mama. Neste exame, temos que entender se o nódulo é cheio de líquido no cisto, de gordura ou se tem uma densidade diferente da mama, eu preciso de uma complementação”, afirmou.

Destaca que muitas mulheres têm dificuldade para fazer mamografia. A médica afirmou que os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) têm dificuldade para ter acesso ao exame e até dificuldade para pegar o laudo. Caso o resultado não seja conclusivo, o paciente que depende da saúde pública tem dificuldade de realizar outros exames.

“Quando os exames não aparentam nada, mas o paciente tem alguma queixa eu peço para voltar pouco tempo depois e realizar novos exames. Mas, no SUS é diferente, a fila de exames é enorme e a demanda por uma ultrassom é muito alta”, disse.

Quais os estágios da doença?

A especialista afirmou que há cinco estágios da doença e, quanto mais cedo tiver o diagnóstico, menos complexo é o tratamento.

Quais as dificuldades do serviço público no diagnóstico?

A médica afirmou que o maior gargalo atualmente está no diagnóstico da doença. Segundo ela, descobrir a doença por meio dos vários exames ainda é complicado para mulheres que dependem do SUS.

Parece que essas mulheres não existem no sistema enquanto não recebem o diagnóstico de câncer de mama. Precisamos melhorar esse tempo. Os exames da hora que você pega a biopsia fluem mais rápido, o problema está no que ficou para trás. O tempo para iniciar o tratamento em 60 dias está dentro do aceitável, o complicado está na fase de exames” comentou.

 

Fonte: G1.Globo

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