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#TJCCNOAR – FINANCIAMENTO EM SAÚDE: DADOS X SUS
O TJCC No Ar, podcast do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, realiza uma série especial sobre financiamento em saúde, que objetiva discutir com especialistas desafios e avanços na área, especialmente na atenção oncológica pública.
No primeiro episódio, os convidados Dr. Luiz Antonio Santini, ex-diretor do INCA e atualmente pesquisador associado ao Centro de Estudos Estratégicos (CEE) da Fiocruz, e Fernanda Mussolino, CEO da Moka Info e membro do GT de Dados Públicos e Privados do Movimento TJCC, abordaram a utilização de dados na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e como tais informações são essenciais no planejamento de todo o serviço oferecido pela rede.
Veja algumas falas em destaque:
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Luiz Santini
“A construção do SUS é uma junção de questões em saúde, políticas, sociais e até mesmo ambientais. E eu enxergo três pilares para a criação deste projeto: a base científica, que estava muito ligada à inserção econômica do Brasil no mundo; o momento da industrialização e da organização do sistema de tratamento médico no país; e a reforma da educação médica, ainda na década de 60”.
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O financiamento do SUS é o resultado da fusão entre as ações de saúde pública do Ministério da Saúde e as ações sociais da previdência social. E este é um problema deste modelo. Porque este sistema ainda não faz um planejamento integrado. Hoje, é feito um planejamento geral para a saúde pública e outro para a assistência médica, que objetiva remunerar apenas as tarefas executadas”.
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“A obtenção dos dados do registro hospitalar do câncer e da base populacional constituem um conjunto de informações muito importantes. Eles são suficientes para começar a ter um processo robusto de planejamento no SUS. E agora, com a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, os dados não precisam mais ficar soltos. Eles vão servir como indicadores”.
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Fernanda Mussolino
Os dados de atendimento com certeza poderiam ajudar no planejamento do financiamento no SUS. São informações muito ricas. Na Oncologia, por exemplo, conseguimos saber quantos pacientes estão em tratamento, há quanto tempo, quais medicamentos usam, a região”.
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“No Brasil, 9% do PIB é investido na Saúde. Não estamos tão distantes de países como Alemanha e França, que também têm um sistema universal de saúde e investem um pouco mais de 12% e 11%, respectivamente. Mas aqui, a saúde pública atende 75% da população, e em financiamento tem 43%. E ainda há disparidades entre o financiamento federal, estadual e municipal”.
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