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Vitória! Cirurgias minimamente invasivas serão ampliadas para pacientes oncológicos no SUS

A saúde pública brasileira alcançou um marco histórico na oncologia. No dia 26 de novembro, o Ministério da Saúde assinou a portaria que incorpora seis procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos no Sistema Único de Saúde (SUS). Essa conquista inclui procedimentos como colectomía, gastrectomía, esofagectomia, pancreatectomia, histerectomia e laparotomia com biópsia por videolaparoscopia. A portaria Nº 5.776, foi publicada nesta quinta-feira, 5 de dezembro, pelo Gabinete da Ministra da Saúde.

As cirurgias realizadas por videolaparoscopia, oferecem benefícios significativos: menos dor pós-operatória, menores riscos de complicações, recuperação mais rápida e cicatrizes reduzidas. Além de melhorarem a qualidade de vida do paciente, ajudam a otimizar os recursos do SUS ao diminuir reinternações e custos associados.

“Ganha a população brasileira, ganha o cirurgião brasileiro, ganha o tratamento oncológico brasileiro”, comemorou o Dr. Alexandre Oliveira, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e atual diretor científico da entidade.

A Luta da SBCO e do Movimento TJCC

A SBCO desempenhou um papel fundamental nessa conquista. Desde 2020, a entidade vem articulando junto ao Ministério da Saúde, por meio do Conselho Consultivo da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer e o Instituto Nacional de Câncer, para a ampliação da videolaparoscopia em oncologia. Esse esforço incluiu a criação de um grupo de trabalho específico, liderado por membros da SBCO.

A Sociedade também tem sido uma defensora incansável dessa pauta dentro do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), do qual é integrante do Conselho Estratégico. Em congressos e oportunidades de discussões promovidos pelo Movimento, a SBCO pondera a necessidade de cirurgia oncológica em tempo hábil e com técnicas avançadas, já que é o principal fator de cura para pacientes com câncer.

O que precisamos é de uma estratégia direcionada que garanta a assistência cirúrgica oncológica no SUS, tanto na abordagem terapêutica quanto no diagnóstico. As biópsias não estão vindo em tempo adequado e até hoje vivemos o absurdo de submeter pacientes de câncer de ovário a fazer biópsias à laparotomia, com incisão de trinta a quarenta centímetros, quando poderia ser feito com duas ou três incisões de 1 a 3 centímetros cada.” disse Dr. Rodrigo Pinheiros, atual presidente da SBCO, durante reunião do Conselho Estratégico do TJCC, em junho de 2023.  

Na mesma oportunidade, Dr. Alexandre, salientava a importância de as políticas de saúde garantirem o acesso ampliado à assistência cirúrgica especializada, considerando a redução dos impactos na vida dos que convivem com a doença.

“O foco deve ser no paciente. Não estamos falando de cirurgias de alto custo, mas de procedimentos acessíveis que aceleram o diagnóstico e o início do tratamento, possibilitando que o paciente volte rapidamente às suas atividades”

O mesmo clamor foi feito durante o 6º Fórum TJCC Norte e Nordeste pelo cirurgião-geral da Secretaria Estadual de Saúde de Sergipe, Dr. Roberto Gurgel. Em julho desse ano, ele destacava a defasagem tecnológica enfrentada pelo SUS no Brasil e a urgência na atualização do sistema e valorização dos profissionais e sua formação. “Médicos ruins são piores que o diagnóstico”, enfatizava Gurgel.

 

Fonte: Comunicação Movimento TJCC

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