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Câncer De Mama No SUS

Câncer de mama no SUS

Entenda como vem acontecendo diagnóstico e tratamento no sistema público de saúde do país

O Movimento Todos Juntos Contra o Câncer atualizou a base de dados dos Indicadores de Câncer de Mama. As informações, agora, são referentes aos anos de 2012 a 2019 e podem ser acessadas no site do Observatório de Oncologia –  https://observatoriodeoncologia.com.br/indicadores-de-cancer-de-mama/, uma iniciativa do Movimento. 

Os dados deste dashboard nos mostram alguns pontos importantes:

  • Aumento de casos de câncer de mama no Brasil segue a tendência mundial, com cerca de 66.280 novos casos para cada ano entre 2020-2022, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).
  • Houve aumento de pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS), devido às milhões de pessoas que migraram dos planos de saúde para a saúde pública nos últimos anos.
  • Altos índices de diagnóstico em estágio II e III.
  • Necessidade de intervenções em promoção da saúde e prevenção dos fatores de risco, assim como políticas públicas visando o rastreamento e diagnóstico precoce.

Quanto antes o câncer de mama for diagnosticado, melhores serão os resultados no tratamento

É sabido que quanto mais precoce o estadiamento, mais brandos os tratamentos e maiores as chances de cura. Quando o diagnóstico ocorre em estágios iniciais, a sobrevida em 5 anos varia entre 93 a 100%, e em estágios mais avançados não passa dos 70 a 72%. Apesar do incentivo ao rastreamento e diagnóstico precoce, o Brasil ainda se encontra com altas taxas de diagnóstico em estágios avançados, como é possível ver no oitavo gráfico.

Em 2019, apenas na faixa etária de 40 a 74 anos ultrapassa o número de 20 mil pacientes com câncer de mama em tratamento no SUS, conforme demonstra o terceiro gráfico.

A linha de evolução percentual ano a ano, comparando os pacientes em tratamento ambulatorial e os óbitos por câncer de mama no décimo segundo gráfico, são inversamente proporcionais. Ou seja, nos anos em que houveram maiores taxas de tratamento, também houve menor proporção de óbitos.

A quantidade de centros de tratamento do câncer de mama teve um tímido aumento no período de 2012 para 2019, passando de 303 para 316 centros no país.

Desigualdades regionais 

Os dados comprovam as grandes diferenças regionais. Os estados que possuem apenas 1 centro de tratamento para a neoplasia são também os com menor número de pacientes que realizaram procedimentos de quimioterapia e/ou hormonioterapia no SUS, em 2019: Amapá (156), Roraima (205) e Acre (306).

 O inverso também é verdadeiro. Os estados com mais centros de tratamento para a doença –  SP (73), MG (35) e RS (30) – também são os com maior número de pacientes que realizaram procedimentos de quimioterapia e/ou hormonioterapia no SUS, em 2019: São Paulo (50.721), Minas Gerais (22.795) e Rio Grande do Sul (20.095).

A importância da análise de dados

A criação dos indicadores foi idealizada pelo Grupo de Trabalho de Saúde da Mulher – composto pelas organizações Américas Amigas, Instituto Avon e Pense Pink – e realizado pela Moka Info. A iniciativa visa monitorar a implementação da Política Nacional para Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC) e, com os dados, dar suporte aos líderes da Saúde, tanto da sociedade civil organizada quanto do governo, na construção de planejamento estratégico e políticas públicas baseadas em evidências. Melhorando, assim, a atenção às mulheres com câncer no Brasil.

 

O Movimento TJCC acredita que o câncer também se combate com informação. Conheça os Indicadores de Câncer de Mama no Brasil e os Indicadores de Câncer de Colo do Útero e junte-se a nós nesta luta.

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