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Rir é o melhor remédio

Fabio Porchat conversa com pacientes para mostrar que o pensamento positivo e leveza fazem toda a diferença

O painel “Rir é o melhor remédio”, organizado pela Colabore com o Futuro, foi moderado por Fábio Porchat, ator, humorista e apresentador brasileiro, que conversou com pacientes oncológicos para entender como eles conseguem lidar com o tratamento com leveza e qual a importância disso.

Porchat iniciou o painel apresentando o trabalho da Colabore com o Futuro, primeiro negócio social de advocacy da América Latina. As três sócias, Andrea Bento, Carolina Cohen e Soraya Araujo, falaram sobre o trabalho realizado com o objetivo de mudar as políticas de saúde por meio da participação social, garantindo que as políticas reflitam as reais necessidades da população.

Jussara, paciente de câncer de mama há 16 anos, foi a primeira convidada a compartilhar com o Fábio, e mais de 200 pessoas na plateia, como tem sido essa jornada.

“É quase como um adolescente persistente, e agora ele tem me testado bastante”, ela brincou sobre sua jornada oncológica. Jussara complementou que há 16 anos e meio descobriu um câncer de mama praticamente em estágio inicial. Geralmente, as chances de cura nesses casos são de 95%, mas ela não fez parte dessa estatística e teve diversas recidivas e metástases ao longo dos anos.

“Para mim, é simples. Eu vou chorar o tempo todo se eu tenho que enfrentar algo que não tem outro jeito? Tem gente que me pergunta de onde eu tiro essa força, de onde eu consigo tirar. Organização é tudo. Se estou me tratando, fazendo tudo que é possível, vou continuar programando minha viagem, indo a shows. Não dá para mudar a situação da minha saúde, se eu não estou fazendo tudo que posso para continuar viva? Com tudo organizado, o que vou fazer? Ficar chorando em casa? Não. Tem gente que deixa a vida por causa do câncer, então fica só com o câncer. Eu também tenho câncer, mas tenho outras coisas também, tenho duas filhas, um filho, amigos, meu trabalho”.

Elizabete, paciente de câncer de endométrio, falou sobre a sorte que teve em ter diversos médicos de várias especialidades na família e em receber muito apoio deles.

“A vontade que temos de ficar bem é principalmente por causa da família. Se nos vitimizarmos, isso afeta a família. Precisamos estar bem, não ficar reclamando, para conseguirmos manter um relacionamento tranquilo. Claro que teremos momentos difíceis, e está tudo bem, mas a vida continua”, ela disse.

Itaciara, paciente de leucemia mieloide crônica e coordenadora do Comitê de Pacientes da Abrale, compartilhou seu diagnóstico. “São 27 anos já. É uma história de vida com câncer, um casamento sem fim”, ela brincou.

Como ela descobriu a leucemia aos 9 anos de idade, relatou como foi passar pela adolescência realizando as terapias.

“Na época da adolescência, foi a parte mais complicada. Cheguei a namorar, e, posteriormente, ele acabou se tornando meu doador de plaquetas. Porque, sabe, eu namorava praticamente olhando para a veia”, ela riu.

Fonte:Comunicação Movimento TJCC

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