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Paciente Com Câncer Na BA Luta Para Ter Conseguir Remédio Na Rede Pública E Chora Ao Desabafar: ‘A Gente Se Sente Humilhado’

Paciente com câncer na BA luta para ter conseguir remédio na rede pública e chora ao desabafar: ‘A gente se sente humilhado’

O porteiro Daniel Rodrigues, de Salvador, enfrenta dificuldades para dar continuidade ao tratamento de um câncer no pulmão. Há cinco meses, ele passou por uma cirurgia para retirar o tumor, no entanto, precisa tomar medicamentos e não consegue ter acesso a eles pelo sistema público de saúde.

Daniel conta que buscou em pelo menos três unidades especializadas no atendimento a pacientes oncológicos, mas tem sempre a mesma resposta: não há medicação Sunitinib. A esposa dele, Hildete Rodrigues, também buscou unidades de saúde e recebeu a mesma negativa.

“Primeiro tentei no Hospital Irmã Dulce, tive a mesma resposta: só através de liminar. Depois saí daqui e fui direto na farmácia do CICAM. E só através de liminar. No Hospital Aristides Maltez também”, comentou.

Daniel recorreu à Justiça e conseguiu uma determinação, no dia 16 de novembro, que ordena que a Secretaria de Saúde da Bahia providencie o remédio. Ainda assim, até o momento o problema não foi resolvido.

Daniel já deveria estar com o remédio desde o final de setembro, quando a oncologista que o acompanha emitiu a receita médica, pois sem ele corre o risco de o câncer avançar. Ele chora e teme que o pior aconteça. “A gente se sente humilhado. Trabalha, paga imposto, para quê? Precisando do governo agora, e cadê?”, lamentou.

A gente precisa que ele tome a medicação o mais rápido possível para que isso não repercuta em uma progressão de doença, um cenário de mais gravidade e até que o paciente possa ir a óbito pela progressão da doença por falta de acesso ao tratamento’, disse a médica

O porteiro classificou a situação como humilhante e lamentou que, mesmo pagando os impostos, agora que necessita de atenção do Estado, tem a medicação negada. ‘A gente se sente humilhado. Trabalha, paga imposto, para quê? Precisando do governo agora, e cadê?’, lamentou.

A Pfizer, farmacêutica responsável pela produção do remédio, disse que a última compra feita pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) ocorreu em 11 de novembro e a entrega já foi realizada.

O órgão respondeu que o processo foi recebido no dia 23 de novembro e que a área de assistência farmacêutica da secretaria está dando encaminhamento para que o medicamento seja dispensado, mas não deu uma previsão de quando isso vai acontecer.

Fonte: G1 Globo / Bahia

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