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Obesidade E Câncer: Porque Precisamos Falar A Respeito

Obesidade e câncer: porque precisamos falar a respeito

Segundo o estudo VIGITEL 2019 — pesquisa telefônica que entrevista moradores de todas as 26 capitais brasileiras e Distrito Federal — a obesidade passou de 11,8% em 2006 para 20,3% no ano de 2019.

Isso representa um aumento da prevalência de 72% em 13 anos! Significa dizer que 2 em cada 10 brasileiros estão obesos e, se incluirmos os portadores de sobrepeso nesta lista, 55,4% estão nessa situação.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a obesidade triplicou desde 1975, e a maioria da população vive em países onde o excesso de peso supera os índices de desnutrição.

Uma verdadeira epidemia que atinge também os mais jovens: 38 milhões de crianças abaixo dos 5 anos tinham sobrepeso ou obesidade em 2019. O Brasil faz parte dessa alarmante realidade.

Como a obesidade favorece o surgimento do câncer?

Muito se fala da relação da obesidade com outras doenças, como diabetes, hipertensão arterial e apnéia do sono.

Mas, estudos recentes conseguiram comprovar a relação do excesso de peso com pelo menos 14 tipos de câncer. Entre eles estão: câncer de mama; colon; endométrio; próstata e fígado.

Um trabalho brasileiro realizado pela Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Cancer Epidemiology, projetou que mais de 29 mil novos casos de câncer em 2025 serão relacionados ao Índice de Massa Corpórea (IMC) elevado, o que irá representar 4,6% de todos os casos previstos para o ano .

Relação entre obesidade e câncer

Existem pelo menos 8 mecanismos diferentes para explicar essa relação entre as duas doenças, a destacar o fato da obesidade ser associada a uma inflamação crônica do paciente, com aumento da formação vascular (angiogênese), que beneficia o crescimento de tumores.

A elevação persistente de níveis hormonais femininos também está presente e amplia as chances do aparecimento da doença, principalmente de câncer de mama e endométrio, após a menopausa.

Outra explicação para a associação entre câncer e obesidade é a resistência à insulina, que faz o organismo produzir mais desse hormônio. Ele atua estimulando a proliferação celular, podendo dar origem a um tumor.

Como combater a obesidade?

Se através de estratégias de saúde bem implementadas estamos conseguindo diminuir o consumo de cigarro, precisamos fazer o mesmo caminho com a obesidade. Informação é essencial para vencer essa luta.

Combater a obesidade é também prevenir o câncer. E a mudança de hábitos deve ser o primeiro passo.

Veja algumas atitudes para manter o peso ideal!

•Praticar pelo menos 150 minutos de atividade física por semana;

•Diminuir a ingestão de alimentos processados;

•Aumentar o consumo de frutas e vegetais.

Para situações em que a obesidade é moderada ou grave, refratária a medidas clínicas, a cirurgia bariátrica constitui o tratamento de escolha, por ser seguro e eficaz.

Como saber se estou obeso?

O Índice de Massa Corpórea (IMC) é o indicador mais utilizado para sinalizar obesidade. Para calculá-lo, divida o peso pela altura ao quadrado.

IMC entre 25Kg/m² e 29.9kg/m²: sobrepeso

IMC maior ou igual a 30 Kg/m²: obesidade

IMC entre 30 e 35 Kg/m²: Obesidade leve ou grau 1

IMC entre 35 e 40 Kg/m²: Obesidade moderada ou grau 2

IMC maior ou igual a 40 Kg/m²: Obesidade grave

Como vimos, precisamos falar sobre obesidade e câncer porque o excesso de peso aumenta a cada ano entre a população, e estudos comprovam a relação entre as duas doenças. Uma forma eficaz de afastar esses males é a adoção de um estilo de vida mais equilibrado e saudável.

Por Dra. Tereza Fernandes. Cirurgiã Geral e Bariátrica,
CRMMG 34.219

www.solusoncologia.com

Fonte: G1

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