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Dia Mundial do Câncer – Audiência Pública discute as melhorias necessárias na atenção oncológica do país

Representante do Movimento TJCC esteve no evento e pontuou a importância de se firmar um compromisso para que a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer seja executada

No último dia 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, aconteceu uma Audiência Pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir as melhorias necessárias na atenção oncológico do país.

O evento foi organizado por Weliton Prado, deputado federal e Presidente Fundador da Comissão de Combate ao Câncer no Brasil. “Vivemos uma situação grave hoje, mas quero parabenizar todas as entidades pelo marco que é a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC). Agora é muito importante contar com o apoio do Ministério da Saúde para sua implementação. Estamos atrasados, mas tenho convicção de que isso será priorizado”.

 

Dr. José Barreto Campelo, Coordenador-Geral da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, comentou que nos países em que há uma Política Nacional, percebe-se uma melhora expressiva no diagnóstico, tratamento e cuidados paliativos.

O tempo é vida. Estamos correndo para que os novos serviços da atenção oncológica estejam disponíveis a toda população, por meio da PNPCC. Todas as portarias já foram pactuadas com representantes de estados e municípios. A rede de tratamento do câncer, que já está sendo organizada, envolve uma busca ativa, acompanhamento individualizado, coordenação entre serviços e apoio aos pacientes no diagnóstico e tratamento”.

Esta rede tem o objetivo de garantir o acesso aos exames em tempo hábil, além de articular diferentes níveis de atenção, reduzir custos, evitar deslocamento e promover a adesão ao tratamento.

Dra. Angélica Nogueira, presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), falou sobre a necessidade do rastreio.

O número de mortalidade por incidência de câncer vai aumentar no Brasil. E isso é muito preocupante, uma vez que temos muitas opções de tratamento. Podemos também aumentar nosso foco na prevenção e rastreio, evitando o alto custo das terapias para cânceres mais avançados”.

Luana Lima, gerente de políticas públicas da Abrale e do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer, reforçou que é necessário firmar um compromisso para que a PNPCC seja executada pelos estados e municípios.

Vemos esforços do legislativo, do executivo, mas precisamos falar da realidade de quem está na espera por um diagnóstico, por um tratamento. É necessário estabelecer um compromisso com a execução dessa Política. Como a Política será executada nos estados? Nos municípios? Precisamos estar na ponta. Precisamos de coerência na casa, como podem votar a favor de projetos que permitem a comercialização dos cigarros eletrônicos se estamos discutindo a prevenção ao câncer? Quantas pessoas ficam por longos tempos na fila para o transplante de medula óssea. A situação do Nordeste é muito preocupante. Em Sergipe, por exemplo, há falta de especialistas na Onco-Hematologia para atender os pacientes. Comemoramos as conquistas, os novos medicamentos, mas não sabemos se o paciente vai ter acesso. Precisamos agilizar este processo”, comentou.

Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia, ressaltou que 20 medicamentos oncológicos aprovados para a incorporação no SUS ainda não estão disponíveis para os pacientes indicados ao uso. O problema demanda uma pactuarão célere de financiamento para o acesso às novas tecnologias em saúde.

Até a política sair do papel, a gente continua acompanhando o câncer na fila de espera e não sendo tratado como uma prioridade nacional”, frisou Luciana.

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