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Abastecimento De Medicamentos Descontinuados Em Oncologia

Abastecimento de medicamentos descontinuados em Oncologia

O Brasil vem sofrendo com o desabastecimento de muitos medicamentos que são essenciais para o tratamento de pacientes com câncer há mais de 10 anos. Eles são descontinuados e não existem outras opções no mercado nacional.

Na oncologia, há uma grande preocupação com essa situação, porque o atraso do tratamento ou sua interrupção pode acelerar o crescimento do tumor e reduzir as chances de cura. Os pacientes oncológicos enfrentam dificuldades para acessar o melhor tratamento disponível. No entanto, o acesso ao tratamento é um direito que deve ser garantido por órgãos públicos e privados. 

Bleomicina, Bussulfano, Melfalano são drogas que já faltaram no mercado nacional e estão sob constante ameaça de desabastecimento. Algumas drogas descontinuadas permanentemente foram desenvolvidas a partir dos anos 1950, não possuem patente e, por serem baratas, a indústria não tem mais interesse em produzi-las. E, ao mesmo tempo, novas drogas possuem um custo muito alto. 

Por uma rede abastecida de medicamentos em oncologia

A partir deste cenário e da Declaração para Melhoria da Atenção ao Câncer no Brasil, o Movimento Todos Juntos Contra o Câncer e seu Grupo de Trabalho de Acesso e Tratamento elaborou propostas de políticas públicas em saúde ao poder público. A fim de solucionar os problemas de comunicação e abastecimento de medicamentos essenciais comprovadamente eficazes e, usados há muitos anos, preconiza-se:

  1. A criação do Sistema de Monitoramento dos Fármacos em Oncologia –  para gerar alertas proativos e oportunos à comunidade médica e outros interessados a respeito de riscos de falta de produtos essenciais. Incluindo a geração de protocolos clínicos alternativos, quando possível;
  2. A elaboração do Programa de Abastecimento de Medicamentos Essenciais – soluções para o abastecimento de medicamentos em Oncologia. Podendo viabilizar alternativas e rápida resolução de problemas através de laboratórios farmacêuticos oficiais, universidades, incentivos às indústrias nacionais. A iniciativa poderá contar, ou não, com o envolvimento de outros países.  

O Movimento segue trabalhando para defender o direito de milhares de pacientes com câncer para que tenham acesso ao seu tratamento.

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