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Transformação da experiência humana em Saúde

Neste painel, os palestrantes falaram sobre a importância de fornecer serviços que respeitem e sejam responsivos às preferências individuais dos pacientes e suas necessidades. A repórter e apresentadora da GloboNews, Lilian Ribeiro, pontuou que além desse cuidado com o paciente, é preciso também ter atenção com os familiares e acompanhantes.

“É um acolhimento não só para o paciente, mas a família também está vivendo uma situação delicada. A pessoa que está acompanhando, também precisa se sentir visto e ouvido”, disse.

O Dr. Jason A. Wolf, especialista globalmente reconhecido em melhoria da experiência do paciente, cultura organizacional e sustentação de alto desempenho na área da saúde. Presidente e CEO do The Beryl Institute, alertou a respeito da necessidade de lembrar que são humanos cuidando de humanos.

“‘Cuidado’ é um verbo, uma ação, sentir interesse ou preocupação, a ideia é que tomamos ação, fazer algo junto com outros que fazem um real impacto. Quando começamos a entender o aspecto humano do cuidado com a saúde, aí que nos damos esse salto e operamos.”

Para que isso aconteça, uma das melhorias propostas é incluir, na formação médica, o foco na pessoa, não só na doença. Também é importante capacitar os pacientes para que eles possam ajudar a escolher qual a melhor decisão.

“Na formação, o foco está na doença e, no fundo, eu tenho que entender cada vez mais de pessoas. Sendo que o protocolo de tratamento tem que ser visto na individualidade de cada pessoa, porque, talvez, o que seja mais importante para cada um seja diferente. Além disso, temos que ver como a gente capacita o paciente para que ele possa tomar a melhor decisão de forma colaborativa. Tem que levar em consideração a parte científica, mas também o que faz sentido para aquele paciente”, comentou o Dr. Marcelo Alvarenga, endocrinologista, profissional Certificado em Experiência do Paciente, CEO e Sócio Fundador da ConectaExp, Consultoria e Desenvolvimento de Pessoas. Presidente da Sociedade Brasileira de Experiência do Paciente e Cuidado Centrado na Pessoa (SOBREXP),

Luly Laurindo é paciente de Leucemia Mieloide Crônica (LMC) há 9 anos, integrante do Comitê de Pacientes da Abrale e influenciadora digital e contou como foi a sua jornada até chegar ao diagnóstico e sobre o acolhimento que ela recebeu durante esse processo.

“Sem a humanização, as coisas ficam mais difíceis”, desabafou.

Thiago Brasileiro, engenheiro Agrimensor e de Segurança do Trabalho, foi diagnosticado com LM em março de 2017 e atualmente faz parte do Comitê de pacientes da Abrale, ressaltou o papel do paciente em exigir que os hospitais e centros clínicos ofereçam um cuidado focado nas pessoas.

“A gente tem que fazer nossa parte, não podemos só enxergar problema em tudo, porque tem humanos esperando que a gente tenha uma reação humana. Esse pleno exercício da empatia, vamos exercitar essa empatia”, relatou.

Claudia Figueiredo Matias, psicóloga, PX Leader , Gerente de Qualidade e Ouvidoria – Hospital Vera Cruz Campinas/ Grupo Hospital Care, falou que é fundamental expandir esse cuidado também para a equipe multidisciplinar.

“Tudo custa, custa tempo, mas não demanda tanto dinheiro. Sendo que é fundamental cuidar dos bastidores, temos que cuidar dos nossos profissionais como a gente quer que ele cuide do outro.”

 

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