O painel “Eles no relacionamento com elas no tratamento” reuniu um grupo diverso de participantes,…

Estratégias para redução dos fatores de risco para o câncer
No último dia do congresso TJCC, um dos painéis destacou a importância da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), que define diretrizes essenciais para a prevenção do câncer e promoção da saúde. O debate evidenciou que, essas diretrizes só terão impacto real se forem implementadas de forma eficaz, alcançando todas as pessoas. Médicos e representantes de instituições discutiram estratégias para reduzir a exposição aos fatores de risco e reforçaram a importância de levar as orientações até a população.
O painel contou com a moderação de César Cavalcante e a participação de Dr. Antônio Carlos Buzaid, Paula Johns, Gabrielle Arruda e Cristina Assumpção. Paula Johns iniciou a discussão, enfatizando como o ambiente influencia as escolhas diárias das pessoas e como é possível transformá-lo para facilitar decisões mais saudáveis. Paula alertou para o preocupante aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, que se tornaram mais acessíveis do que opções saudáveis, destacando a necessidade de uma intervenção urgente.
Gabriela Arruda abordou o papel crucial da atenção primária na saúde, que tem sido fundamental para reduzir a mortalidade por câncer no Brasil. No entanto, Gabriela chamou a atenção para a sobrecarga enfrentada pelos profissionais de saúde e ressaltou a importância de utilizar melhor os dados disponíveis para tornar o sistema mais eficiente.
Cristina Assumpção trouxe um dado ainda preocupante: o tempo de espera para o início do tratamento de câncer pode ultrapassar um ano, apesar de existir uma lei que estipula o prazo máximo de 60 dias. Esse atraso compromete as chances de cura, especialmente para pacientes com diagnóstico tardio.
O Dr. Antônio Carlos Buzaid, por sua vez, destacou a negligência e relação a importância do sono de qualidade, que é essencial para a prevenção de doenças. O oncologista também alertou sobre a promoção da conscientização antes que os problemas de saúde da população se agravem.
“A hora de orientar e conscientizar é na idade infantil, para que quando a criança receber a batata chips ela agradeça, mas jogue no lixo e diga que aquilo é um veneno, é aí que temos que começar a intervenção, não quando mais velho“, concluiu Buzaid.
Esses foram alguns dos temas abordados. Quer saber mais? Acesse o conteúdo completo deste painel aqui!
Redação: Ellen Santos da Silva
Supervisão: Thais Mendes Souza
