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Imagem de quatro ampôlas de medicamento transparente transparente e seringa com agulha.

Governo Federal inicia distribuição de Ciclofosfamida após compra internacional de emergência

O Ministério da Saúde publicou, em 27 de abril de 2026, a Nota Técnica 110/2026, em que trata do desabastecimento e da distribuição emergencial do medicamento ciclofosfamida para todo o país. A nota apresenta as medidas adotadas pelo governo federal com o intuito de garantir a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS) após meses de um cenário crítico de desabastecimento, desencadeada por dificuldades técnicas no único fornecedor nacional e por interrupções na produção global. 

A ciclofosfamida é um quimioterápico importante nos protocolos de diversos cânceres, incluindo leucemias, linfomas, câncer de mama, sarcomas e um importante fármaco para a realização de transplantes de medula óssea (TMO). 

Para mitigar o risco de colapso nos tratamentos, o governo federal realizou uma compra internacional de 140 mil unidades (100 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola) por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O primeiro lote de 7 mil ampolas, já começou a ser entregue a centros de referência como o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Durante todo o período de escassez, o Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), através de seus Grupos de Trabalho, manteve um posicionamento firme na defesa dos direitos dos pacientes, alertando a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde  (SAES), através de ofício do “GT de Acesso ao Tratamento”, que a falta do insumo poderia comprometer as taxas de cura e aumentar o risco de recaídas. Embora existam adaptações e alternativas temporárias, muitas vezes não há substitutos plenamente equivalentes para a ciclofosfamida em casos de alta complexidade, como na oncologia pediátrica e em casos de TMO, o que produz desigualdades no acesso ao tratamento.

Além da importação excepcional do medicamento e a gestão estratégica de estoques, visando priorizar casos onde o potencial curativo estivesse em jogo, o ofício do GT ressalta a necessidade de se produzir avanços estruturais de longo prazo na gestão de riscos relacionados ao abastecimento de medicamentos oncológicos essenciais, incluindo o fortalecimento de estratégias de monitoramento, diversificação de fornecedores e avaliação de mecanismos que ampliem a resiliência do sistema de saúde frente a eventos semelhantes.

Sobre o atual risco de desabastecimento, o Ministério da Saúde (MS) monitora semanalmente a oferta junto à Anvisa e projeta que o abastecimento nacional seja normalizado até julho de 2026, prazo estabelecido pela fornecedora para o restabelecimento da produção regular.

Área de Políticas Públicas e Advocacy do TJCC

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